| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Poospizinae |
| Wolters, 1980 | |
| Espécie: | M. cinereus |
O capacetinho-do-oco-do-pau é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como capacetinho-cinza e andorinha-do-oco-de-pau.
Ameaças: É considerada globalmente vulnerável (BirdLife International 2008) bem como em Minas Gerais (Machado et al. 1998) pela perda do habitat campestre, bem como pela substituição do cerrado por gramíneas e outras formas invasoras (Melo Junior 1998). Além disso, a espécie apresenta baixa densidade populacional, fator que pode se tornar limitante e significativo para seu processo de extinção (Machado et al. 1998).
Seu nome científico significa: do (latim) poa = grama; e spiza = pássaro tentilhão; e do (latim) cinis, cineris = cinzas; cineria, cinereus = cor de cinzas. ⇒ Pássaro tentilhão da grama cor de cinzas.
O Capacetinho-do-oco-do-pau é uma ave pequena que mede 13 centímetros de comprimento. Possui a cabeça, manto, asas e face superior da cauda com uma coloração chumbo pálido, o loro, asas e a face superior da cauda são ligeiramente mais escuras que a cabeça, nuca e manto. Os flancos são cinza claro. As remiges apresentam coloração cinza chumbo na face (barba) externa e preto na face (barba) interna. O loro escuro da ave dão uma aparência altiva e esta bela ave. A garganta, peito, ventre, crisso e face interna da cauda são brancos. A íris é castanho avermelhada, bico, pernas e pés são escuros.
Apresentam um leve dimorfismo sexual.
As fêmeas são bastante similares aos machos, entretanto possuem a coloração mais atenuada. A garganta, peito, ventre e crisso da fêmea apresentam uma coloração não tão branca quanto a do o macho, são de coloração pardacenta (branco sujo).
Os jovens da espécies são similares a fêmea, mas a garganta e pescoço apresentam coloração parda ou amarelada.
Não possui subespécies.
Prefere insetos que captura entre os arbustos, mas também consome uma boa sorte de recursos alimentares de origem vegetal.
Os hábitos reprodutivos da espécie não são bem conhecidos. Há registro de um ninho construído em outubro em Belo Horizonte (Wischhoff et al. 2012). O ninho foi construído em forma de taça rasa, com fragmentos de gramíneas. Ele foi disposto sobre uma planta exótica no Brasil, Casuarina equisetifolia. Foram postos três ovos em dias consecutivos. Os ovos eram de cor creme, com manchas amarronzadas irregulares, concentradas no pólo rombo, formando um padrão de coroa. O ninho foi parasitado por Molothrus bonariensis e abandonado.
Endêmica do domínio Cerrado, habita os cerrados e matas decíduas (Ridgely & Tudor 1989). Tem distribuição escassa e local. É espécie pouco estudada em campo.
Representante de áreas abertas, sendo encontrado apenas na região central do Brasil, em altitudes entre 600 a 1200 metros nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo (Sibley & Monroe, 1990). É considerado extinto neste último estado (1998).